Início de ano é sempre um momento favorável para novos negócios imobiliários, entre esses, o aluguel de imóveis como apartamentos e residências, gerando possíveis mudanças. Porém, é essencial que estes processos aconteçam sempre de forma segura para que não haja surpresas no futuro. Para isso, é importante que os contratos assegurem os envolvidos em todas as situações passíveis de acontecer.

Em entrevista à Rádio 94,1 FM, no programa Conexão RJ, o advogado Raphael Cataldo Siston falou sobre os principais pontos a serem considerados ao realizar um contrato de aluguel. Para que o começo de uma nova vida em um novo imóvel não se transforme em um pesadelo, fique atento a estes pontos:

Idoneidade do locador

Com a tecnologia ao nosso lado, é cada vez mais comum que a gente tenha acesso a apartamentos e residências, através de aplicativos e sites. Alguns, inclusive, já realizam o contrato de forma digital e facilitam a nossa vida. Mas é essencial que, antes de finalizar o negócio, o locatário verifique a idoneidade do locador. Ao fazer isso, muitos problemas serão evitados no futuro.

Condições do imóvel na entrada

Segundo o Dr. Raphael, é importante estar presente no contrato as condições iniciais do imóvel. Estas informações serão utilizadas, caso no final do contrato seja necessário realizar vistorias e comparar com o estado inicial. Esta medida protege não só o locador, mas também o locatário de ser responsabilizado por algum problema que já estava lá antes.

O que é responsabilidade do locador e o que é do locatário?

Uma dúvida muito comum quando falamos de aluguel de imóveis é: quem é responsável por pagar a taxa extra do condomínio? O locador ou locatário? Essa resposta é bem simples. O locatário é responsável por pagar o condomínio mensal, mas as eventuais taxas extras, que são para melhoria e valorização do imóvel, são responsabilidade do locador.

Leilões de imóveis

A compra de imóveis como forma de investimento é uma das principais sugestões do Dr. Raphael para investimentos em 2020. De acordo com ele, para quem tem dinheiro em poupança, o investimento em imóveis é mais rentável do que deixar parado no banco.

Porém, é preciso estar atento: investir em leilão de imóveis exige assessoria de qualidade para que seu dinheiro seja bem aplicado e você não caia em negócios duvidosos. Procure um escritório de advocacia imobiliária com experiência no ramo para um acompanhamento preciso e de confiança.

Perguntas frequentes

Como verificar a idoneidade do locador antes de alugar um imóvel?

É recomendável pesquisar referências do locador ou da imobiliária responsável antes de fechar negócio, especialmente em contratos firmados por aplicativos ou sites, o que evita problemas futuros.

Por que registrar as condições do imóvel no início do contrato é importante?

Esse registro serve de referência para a vistoria final, protegendo tanto o locador quanto o locatário de serem responsabilizados por problemas que já existiam antes da locação começar.

Quem paga o condomínio: o locador ou o locatário?

O locatário é responsável pelo pagamento da taxa mensal de condomínio. Já as taxas extraordinárias, destinadas a melhorias e valorização do imóvel, são de responsabilidade do locador.

Vale a pena investir em leilão de imóveis em vez de deixar o dinheiro na poupança?

Segundo o advogado Raphael Cataldo Siston, o investimento em imóveis, inclusive via leilão, tende a ser mais rentável do que deixar o dinheiro parado na poupança, desde que haja assessoria jurídica de qualidade.

Raphael Cataldo Siston
Foto de Raphael Cataldo Siston, autor da publicação

Sobre o Autor

Raphael Cataldo Siston

Advogado especialista em leilão de imóveis e direito imobiliário

Sócio-fundador do Cataldo Siston Advogados. Atua há mais de duas décadas em arrematações imobiliárias judiciais e extrajudiciais, conduzindo a assessoria jurídica de licitantes em todo o território nacional. Pós-graduado em Direito Imobiliário e em Direito Processual Civil.

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Imóveis Arrematados