Muitos investidores e compradores em potencial se preocupam com o estado de conservação dos imóveis em leilão. A ideia de que essas propriedades estão completamente deterioradas, exigindo reformas onerosas, é uma das principais barreiras que afastam interessados desse tipo de transação. Mas será que essa impressão corresponde à realidade?

Nosso sócio-fundador Raphael Cataldo Siston, que já atua há 19 anos com leilões de imóveis e acompanhou inúmeras aquisições, pode afirmar com segurança: a maioria dos imóveis não está em estado deplorável, como muitos imaginam.

O estado real dos imóveis em leilão

A crença popular é de que imóveis em leilão estão sempre destruídos e que a reforma necessária pode custar quase o valor da propriedade. No entanto, a realidade costuma ser bem diferente.

O que se observa, na maioria das vezes, são imóveis que passaram anos sem atualizações, mas ainda em condições razoáveis de habitação. Muitas dessas propriedades precisam de reformas estéticas, como a substituição de pisos antigos, modernização de revestimentos e atualização de instalações elétricas e hidráulicas. Um exemplo comum são cozinhas e banheiros com azulejos e louças sanitárias em cores que eram tendência há algumas décadas, como azul e bege. No entanto, isso não significa que o imóvel esteja em ruínas.

Em muitos casos, os ajustes necessários são superficiais. Armários antigos podem estar desgastados, mas ainda são funcionais. Pisos de madeira, por exemplo, podem ser restaurados com um bom sinteco, em vez de substituídos. O que realmente merece atenção são os sistemas elétricos e hidráulicos, que podem demandar manutenção caso tenham sido negligenciados ao longo dos anos.

Diferença entre apartamentos e casas

Outro ponto importante a se considerar é a diferença entre apartamentos e casas adquiridos em leilão. Os apartamentos, geralmente, apresentam uma necessidade menor de grandes reformas, pois as áreas comuns do prédio passam por manutenções periódicas. Isso significa que os imóveis costumam estar bem estruturados, ainda que precisem de melhorias estéticas.

Já as casas exigem um cuidado maior, pois a manutenção fica inteiramente a cargo do proprietário anterior. Nesse caso, há mais chances de encontrar problemas estruturais, infiltrações e necessidade de reparos significativos. Ainda assim, encontrar uma casa totalmente destruída em um leilão é um caso raro.

O verdadeiro risco: mitos e realidade

É claro que existem exceções, e em alguns leilões podem aparecer imóveis em estado realmente precário. Contudo, a incidência desse tipo de propriedade é muito menor do que se imagina. Em todas as aquisições que nosso escritório acompanhou, apenas uma pequena porcentagem dos imóveis estava em estado deplorável.

Muitos compradores também superestimam os custos de reforma. Um bom planejamento pode reduzir significativamente os gastos e evitar desperdícios. Pequenas melhorias e atualizações podem transformar um imóvel sem exigir grandes investimentos.

Como avaliar um imóvel antes de arrematar

Para minimizar riscos e garantir uma boa aquisição, alguns cuidados são essenciais:

  1. Analisar a documentação: verificar laudos técnicos, registros fotográficos (quando há) e informações do edital do leilão.
  2. Reservar um orçamento para reformas: considerar melhorias necessárias e pesquisar custos antes de arrematar.
  3. Consultar especialistas: advogados especializados e engenheiros podem oferecer uma visão mais precisa sobre o estado do imóvel e os trâmites legais.

Vale a pena arrematar um imóvel em leilão?

Definitivamente, sim! Imóveis em leilão continuam sendo uma excelente oportunidade de investimento, seja para moradia ou revenda. Os preços mais acessíveis compensam eventuais reformas, que, na maioria dos casos, são menores do que se imagina. Além disso, imóveis que já estão em ótimo estado de conservação não são raros nos leilões.

Se você tem receio sobre o estado dos imóveis, lembre-se de que, com pesquisa e planejamento, é possível fazer excelentes negócios e encontrar oportunidades que valem muito a pena. O importante é estar bem informado e contar com o suporte de profissionais experientes para tomar decisões seguras. Ficou interessado? Então entre em contato com um dos nossos advogados, para que possamos te orientar no que for preciso.

Perguntas frequentes

Imóveis em leilão estão sempre em estado ruim de conservação?

Não. A maioria dos imóveis leiloados apresenta apenas desgaste estético, como pisos e revestimentos antigos, e continua em condições habitáveis. Casos de imóveis em estado realmente precário são exceção, não a regra.

Apartamentos ou casas exigem mais reforma após o leilão?

Casas costumam exigir mais cuidado, pois a manutenção depende inteiramente do antigo proprietário. Apartamentos tendem a estar mais bem conservados, já que as áreas comuns do condomínio recebem manutenção periódica.

É possível saber o estado do imóvel antes de arrematar?

Sim. É recomendável analisar laudos técnicos, registros fotográficos e as informações do edital do leilão, além de consultar advogados e engenheiros especializados antes de dar um lance.

Vale a pena arrematar um imóvel em leilão mesmo com risco de reforma?

Sim. Os preços abaixo do mercado normalmente compensam eventuais reformas, que costumam ser menores do que se imagina. Com planejamento e orçamento reservado, é possível fazer um excelente negócio.

Raphael Cataldo Siston
Foto de Raphael Cataldo Siston, autor da publicação

Sobre o Autor

Raphael Cataldo Siston

Advogado especialista em leilão de imóveis e direito imobiliário

Sócio-fundador do Cataldo Siston Advogados. Atua há mais de duas décadas em arrematações imobiliárias judiciais e extrajudiciais, conduzindo a assessoria jurídica de licitantes em todo o território nacional. Pós-graduado em Direito Imobiliário e em Direito Processual Civil.

20+

Anos de Experiência

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Imóveis Arrematados