Apesar da pandemia e do aumento da inflação, o mercado imobiliário segue sendo um dos que mais crescem no mundo. Os fatores que justificam este crescimento incluem a adoção do home office e as taxas de juros reduzidas em 2021. Ainda assim, 2022 promete mudanças no perfil dos consumidores de imóveis e na questão tributária. Veja algumas previsões para o mercado imobiliário no próximo ano.
1 – Processos mais modernos e rápidos
A crise sanitária fez com que diversas imobiliárias e construtoras passassem a investir em processos on-line e menos burocráticos. As operações passam a ocorrer pela internet, desde visitas virtuais até assinatura digital de documentos. Os leilões imobiliários cresceram 70% durante a pandemia, com expectativa de continuidade dessa tendência em 2022.
2 – Busca por imóveis com mais infraestrutura
Historicamente, as pessoas buscavam por kitnets, studios e outros tipos de imóveis menos espaçosos, mas que ficassem mais próximos do centro. Com a consolidação do home office e as incertezas da pandemia, essa tendência se inverteu: a procura por espaços mais confortáveis e amplos, nos quais se possa trabalhar ou ficar em casa com comodidade, deve se consolidar no mercado imobiliário. Condomínios com opções internas de lazer também ganham mais procura.
3 – Imóveis sustentáveis
Outra tendência em relação aos imóveis em si é uma maior preocupação com o desperdício de luz, água e outros recursos, seja por economia ou por consciência ambiental. Construções com espaços verdes, uso de materiais recicláveis, iluminação com lâmpadas de LED, energia solar e tecnologias de automação devem ser cada vez mais valorizadas no mercado durante 2022.
4 – Alta da Selic
Um sinal de alerta para 2022 é a tendência de que a taxa básica de juros (Selic) deve continuar aumentando, o que pode dificultar o acesso ao crédito e dar uma desacelerada nos investimentos dentro do setor imobiliário, além de elevar os preços de novos imóveis.
5 – Investir em leilões de imóveis é uma ótima opção
O aumento da taxa de juros, assim como a necessidade de imóveis com mais infraestrutura, podem tornar um tanto dispendiosa a vida de quem busca um novo lar por meio das formas tradicionais de compra. Por isso, investir em leilões de imóveis realizados por bancos, quando devedores não conseguem pagar suas dívidas, é uma ótima opção: é possível conseguir imóveis pela metade do preço do mercado, com muito mais segurança.
Como esses imóveis estão envoltos em processos legais, o ideal é sempre contar com a ajuda de profissionais da área jurídica.
Perguntas frequentes
Por que os leilões imobiliários cresceram durante a pandemia?
A digitalização de processos, com visitas virtuais e assinatura digital de documentos, tornou os leilões mais acessíveis, contribuindo para um crescimento de cerca de 70% nessa modalidade.
Como o home office mudou a procura por imóveis?
A busca deixou de ser por imóveis pequenos e centrais, passando a priorizar espaços mais amplos e confortáveis, que permitam trabalhar e viver com comodidade.
Por que a alta da Selic é um alerta para o mercado imobiliário?
Juros mais altos dificultam o acesso ao crédito, desaceleram investimentos no setor e tendem a elevar o preço de imóveis novos.
Por que os leilões de imóveis são apontados como boa opção diante da alta da Selic?
Porque permitem adquirir imóveis por até metade do preço de mercado, com segurança jurídica, desde que o comprador conte com assessoria jurídica especializada.

Sobre o Autor
Raphael Cataldo Siston
Advogado especialista em leilão de imóveis e direito imobiliário
Sócio-fundador do Cataldo Siston Advogados. Atua há mais de duas décadas em arrematações imobiliárias judiciais e extrajudiciais, conduzindo a assessoria jurídica de licitantes em todo o território nacional. Pós-graduado em Direito Imobiliário e em Direito Processual Civil.
20+
Anos de Experiência
1.300+
Imóveis Arrematados

